Quantos sonhos lançados ao mar... Que lateje bem a dor de perder a alegria e rosnar feito um cão à moda antiga... Dor de ficar presa a maldita carne E ainda lamber os males que causei! Joguem pedras, pedaços de pau e facas afiadas pois quero agora rasgar minha alma e camuflar meu pequeno mundinho infeliz! Quantos sonhos incertos, e outos até certos... por alguns instântes talvez.... Qua caiam as tempestades, Oh, dor que assola cada pedacinho ainda borbulhante em mim... Cadê o teu sorriso, O som de tua vóz ao meu ouvido? Por onde andas meu amado? Já não suporto a maresia de meus olhos tristes, Já não suporto a dor da solidão! Por onde andas a poetisa que habitas dentro de mim... Naquele nosso último encontro, As palavras flutuavam na floresta morta dentro daquele que havia se tornado um minúsculo bosque... Que nos levavam a lugar algum. Na porta principal de seu refúgio ilustre - seu futuro - minhas pernas tremiam, pendiam, imploravam sua pele, só para tê-lo ao meu lado mais uma vêz... Em meio as árveres, tudo girava ao meu redor, Desejos, medos e declarações... No caminho, o nó das coisas que não foram ditas, daquelas que repetidas, forjavam o que realmente sentiamos Um pelo Outro... Como um éco, O barulho silencioso dos gemidos ausentes, daqueles que não podemos enxergar, murmuravam para que nossos corações se entendessem para que enfim ficassemos juntos... O meu coração despido de receios ao teu encontro À luz pálida da Lua, em alma sangrando pelo amor sentido, latente, como tantas vezes anciou estar em teus braços amados, lacrimejando sílabas de querer-te, estrofes e refrões... Desfaleço aos poucos sem você. Perco a vóz, o riso, a rima, Perco a luz de cada dia... Perco a vontade de voar para colinas mais distântes... Ao som de Bach, adormecem as palavras! Em cada dedilhar O sopro inevitável dos diálogos antigos e revirados do violino solo... Puramente melodioso! Desmancho os novelhos falhos de minha vida. Entre prelúdios e choros a marca sútil do artista expressa leveza e magia, Uma sensasão apática de receio... Meus versos tristes e esperânçosos ressaltam sobre a concreta carne e o estado em que me deixas de padecimento de permanecer sepultada dentro de meu próprio eu... Ou como dizes " voar como anjo cego ".
† Mørtíciä † - Postado por: por Göthica às 08:01 PM [ ]
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